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 Dizeres

Tanto dizemos sobre o amor.

Um amor tardio, um novo amor, o amor que calou, o que andou e tropeçou e o que não te esperou. Um amor que se renova, um que brota, um que ama e um que exclama.

Um amor feliz, um drástico, o meu amor de alguma forma problemático.

Amor só, amor acompanhado, amor da vida, amor pelo que já se foi e amar o que se espera vingar.

O amor não rima com dor à toa não meu senhor…, mas também rima com flor, calor e ardor.

Transformamos uma palavra numa expressão de sentimento. Que palavra importante e de tanto variamento. Saber explicá-la seria para um gênio, mas senti-la e praticá-la serve até para o mais “pobre” dos sujeitos.

Temos um novo sopro que toca nossos corações e enquanto este existir não haverá desilusões. Se um dia a fonte do amor secar e não pudermos mais amar, poderá então o universo nos levar!

Jaqueline Abbud – 27 de julho de 2011

Nunca gostei de gramática, fugia das análises e interpretações de texto. Mas sempre gostei da escrita para aliviar a tensão dos meus dias, amores que me traziam inseguranças, paixões avassaladoras e as palavras que queriam explodir pra fora, escorriam pelo papel em forma de choro, suor e até sangue. Vezes o papel salvou a minha vida, curou as minhas dores, aliviou meu coração, me fez lembrar de quem eu sou e onde gosto de estar. Celulares são como coleiras, estamos presos a essa tecnologia a qual somos reféns. Não usamos de maneira correta, ela cegam a nossa vida, as pessoas batem o carro, esquecem de conversar com os filhos, distraem-se até esquecerem quem as governa. O mundo ao nosso redor não está acabando, mas as pessoas sim. Estas foram dominadas, escravizadas e estão reféns. Cegos, inseguros, inconstantes, estressados e doentes. Tão frágil é o ser que está estagnado, tão maldito* (mal visto) é o ser que se rebela contra o caos instaurado. Maldito seja aquele que não aceita as formas de domínio, maldito é quem não vive a realidade imposta, afastado está de todas as notícias que o cercam, de toda a desgraça que ele finge não ouvir, de tudo que não atravessa seu corpo nu. Será? Bendito é aquele que vive imerso a problemas os quais ele não tem como resolver, preparado para ingressar na faculdade o cidadão que interpreta bem o sanguinolento jornal. Feliz daquele que entendeu a máquina do capital. Triste é aquele pobre infeliz que só queria uma rede, um copo com qualquer líquido quente, uma mantinha quente, pintar imagens em sua mente e esquecer tudo o que sente ao fechar os olhos e poder entregar-se a um descanso consciente.

O OUTRO

Hoje ao ver a foto de uma pessoa que mora em Barcelona, refleti. Essa pessoa é um conhecido, alguém que é parente de um amigo e está muito feliz em outro lugar. Engraçado, nunca me senti realmente conectada a essa pessoa, nunca a admirei em nenhum sentido e não tem nenhum motivo especial para isso. Ela provavelmente é alguém admirável. E pensando nisso, tive uma outra percepção, que realmente não deveríamos nos importar em nada com a opinião dos outros em relação a nós, talvez ninguém seja capaz de perceber a sua luz ou talvez serão raras as pessoas que possam ver ela brilhar de fato e tudo bem. São pra essas pessoas que devemos dedicar nosso tempo, nossos pensamentos, nossos sonhos e repartir as nossas realizações. Entende que não podemos abraçar o mundo? Eu desejo a todos aqueles que não depositam fé, que não gostam, que não se conectaram comigo de alguma forma que vivam bem e felizes. Que produzam coisas maravilhosas ao mundo, afinal partilhamos a mesma morada. Quem sabe quando morrermos nossa expansão de consciência possa nos conectar realmente. Enquanto humano e dentro de minhas limitações, não creio que tenta conexão seja possível.

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Invade por dentro, como uma força que suga, assopra, faz cócegas, é tão intensa, mas não assusta. A eminência de todos os cantos e superfícies de um corpo que quer sua presença a todo momento. Seu pisar firme e leve, corpo que transborda vida, cheio de movimento. Ele age bravamente contra qualquer outra coisa que lhe tente roubar a atenção, certa em sua mira, atinge logo o coração. O tempo é quase nada, mas ele quer você como o eixo central e está difícil despistá-lo, mas nem quer, prefere correr com ele com força de presença esteja onde estiver.

Quanto a mim, todo o fogo parecia estar sob controle. Minha razão estava farta, e parecia que nada poderia mudar nosso curso. Virado o jogo e me vi mais frágil e entregue ao seu balançar.

Se por alguns instantes consegui realizar a sua falta de interesse, meu coração no mesmo segundo bateu descompassado, minha pupila dilatou, minhas mãos suaram, um nó fez-se em minha garganta e percebi que de forma fulgaz cheguei até aqui completamente desarmada.

Se a vida me passar uma rasteira, que seja breve, sintonias estamos voando sem medir a quantos pés estamos diante ao chão. Mar calmo nunca fez bom marinheiro, mesmo que fique truculento, estou com fôlego de chegar à margem, nem que seja a remo.

Se for pra saltar que possamos mergulhar dentro de nós, para encontrarmos caminhos envolto de belas cores e agregar a nossa história todos os desejos que enfim vigora.

Vi um ponto

A vírgula é uma pausa no fôlego, mas não é essa sua verdadeira função, ela está ali para trazer a explicação sobre algo. O título deste texto pode lhe soar confuso, mas eu gosto de códigos, sempre gostei. Nomeio tudo assim, através de códigos, não porque não quero que as pessoas não entendam, mas talvez pq gostaria que elas tivessem curiosidade em me perguntar o porque daquilo. Assim como uma boa vírgula nos trás a sensação de fechamento de uma ideia. Os títulos podem fazer você viajar para longe e é disso que eu gosto, que as pessoas possam embarcar em sua própria nau e se não conseguirem ou se quiserem voltar, estarei aqui e poderei lhes servir de vírgula.

Diário de uma Apaixonada

Dia 11

A vida tem uma coisa aqui e outra ali que podem nos levar a momentos deliciosos. Como a brisa que nos toca o rosto durante a ida para um lugar delicioso, com alguém que vc ame, para viver dias extremamente felizes e relaxantes. Durante essa viajem, risos longos, observação daqueles que você ama em seus momentos íntimos, silêncio compartilhado, livros e letras, músicas e depois de tudo isso, memórias e amor renovado.

No mês em que a vida costuma me bater, este foi o mês de setembro que acabou de partir. E dessa vez me levou um bem material. Porém algo novo aconteceu e o universo resolveu me presentear. Surgiu você, que de repente deu mais atenção as minhas palavras, que mesmo tímidas, tentavam te agradar e me tornar mais próxima um pouco.

Expectativas não são boas, pois nos fazem cair de muito alto, além de depositar no outro algo muitas vezes inalcançável ou que nada tem haver com a personalidade dele. Pode ser a paixão, que fala mais alto, mas até aqui tudo em você me faz sorrir. Quanto as expectativas, não são cobrando o que você pode ser, mas que possamos no futuro experimentarmos juntas novas descobertas, entre estradas e cobertores, piscinas e sabores, iremos traçar nossas próprias rotas, se você decidir mergulhar bem fundo comigo nesse desconhecido.

Te conheci no mês das noivas, mas só nos reconhecemos em setembro e espero que possamos contar meses e mais meses daqui pra frente.

Além do olhar

As nossas intenções podem se concentrar em nossos olhares. Tudo ali pode ser identificado. Como é bom quando alguém olha pra sua boca como se quisesse devora-lá, ou em seus olhos com profundidade como se pudesse mergulhar em seu ser. Devagarinho aquele olhar que acompanha cada mililitro de seu corpo, que pode te despir sem ao menos te tocar. É deleitante poder ver cada movimento do outro, a entrega, a postura e a atitude. Talvez um dos sentidos mais capazes de nos completar seja o olhar, os outros sentidos acompanham a cada parte que eu miro. As sensações são todas antecedidas por um olhar. O olhar nos trás experiências e lembranças. Podemos trocar olhares e viajar para outros universos, podemos fechar os olhos e nos entregarmos ao imaginário que quisermos, façamos unidos ou separados, cada um tem seu lugar. Como é bom poder buscar aquele olhar.

Eu não quero te fazer feliz

Aprendi que controle não é amor e que não é minha a responsabilidade de te fazer feliz. Quero que sejamos felizes e não que sua alegria dependa de mim e nem a minha lhe pertença.
Aprendi que você pode ser quem quiser, da forma que desejar, que tenha seus sentidos vivos e ainda sim escolhamos todos os dias estar juntas.
Aprendi a te deixar ir e me deixar também.
Aprendi que posso sentir o que quiser seja bom ou ruim, mas que não devo penalizar quem estiver ao meu lado se estiver insegura.
Espero sentar na praia e ao ver o mar refletido em sua íris, sentir que somos livres.
Espero que nos queramos todos os dias, que possamos nos escolher sempre, mas que só estejamos lado a lado quando fizer sentido para as duas.
Desejo que sejamos felizes, tristes, positivas, bem humoradas(…). Em meio ao caos ou num longo e bonito silêncio.

J.A

15 ago

2020

Cento e Poucos Dias “Isolada”

Enquanto em isolamento parei de me vestir afim de cumprir um papel social, coisa que já não fazia com muito esforço, confesso.

Me libertei das correntes de sutiãs e das calcinhas, pois já não usava mais calças duras que pudessem me incomodar e assim me livrei das roupas íntimas.

Quase não uso mais o desodorante, cheio de alumínio que não nos faz nada bem e algumas vezes uso leite de magnésia em seu lugar.

Nos tornamos responsáveis verdadeiramente por nossos lares, refeições e quem está isolado com outras pessoas, por seus relacionamentos. Relacionamentos que fundiram-se de vez ou que foram destruídos.

Pessoas que melhoraram seus hábitos higiênicos e passaram a limpar sua própria privada. Outras continuaram a ignorar o isolamento e manter pessoas trabalhando em seus lares para limpar seus dejetos, colocando em risco a saúde de todos.

Vivo em um país que está em crise sanitária como tantos outros sim, porém com outras milhões de crises pra solucionar, entre elas a crise política, que considero a pior delas, afinal de contas, é por ela que a maioria das pessoas por aqui estão morrendo com a crise sanitária.

Não foi respeitado o isolamento social e quanto mais o tempo passa, mais abrem a porteira e deixam que todos caminhem até a morte. E como já estamos acostumados a ver os corpos das pessoas mais pobres e principalmente de pessoas negras serem violentados pelo Estado, parte da população se abalou e parte continua alienada ou conivente. Há também aqueles que demonstram-se empáticos a desgraça do próximo e gritam aos 4 cantos do Brasil, que devemos abrir o comércio e deixar que uns morram para que a economia possa girar. Eu só vejo mesmo rodar a roleta da morte e incontáveis são as lágrimas daqueles que sofreram sozinhos em seu leito de morte ou daqueles que ficaram e não puderam despedir-se dos seus. Assim o governo quer constranger, inibir e instaurar o medo, afim de que não haja quem lute contra suas palavras de ordem. O governo desde que instaurado, manda mensagens confusas ao povo e ninguém mais sabe em que acreditar, assim eles nos tiram a cada dia mais direitos e seguem com o plano. Plano, provavelmente comungado por algumas nações, para o extermínio das populações antes que não haja mais recursos naturais à todes.

Em meio a esse caos, estou em casa, segura e privilegiada, enquanto tenho reflexões banais é comuns aos que compartilham da mesma posição que eu, sobre minha vestimenta, há aqueles que não podem se vestir ou que lhes falta água encanada para se higienizar e proteger-se minimamente contra o vírus. Já não lhes havia condições sanitárias antes e a desgraça já lhes era o dia à dia, mas isso se agrava muito em meio a pandemia. Enquanto reclamo que meu cachorro faz besteiras ou que meus pais me irritam às vezes, há quem more em um único cômodo com a família toda e o contágio é inevitável. Assim vive a grande maioria. Há grande desproporção no número de mortes entre o sistema privado de saúde e o público. Há cicatrizes que essa pandemia deixará que nunca cicatrizará. Mas como boa humana que sou, busco culpados, e entre eles estão, o Vírus Presidenciável, o Vírus Covid-19 e os meios de comunicação que regem a orquestra toda. Agora ouço a música de Tom Jobim de forma macabra, e em seu refrão que diz: “Façamos vamos amar”, é possível ouvir:

Façamos vamos matar.

4 de jul de 2020 01:00

4 de jul de 2020 01:00

Quero o encontro mágico e delicado de nossos lábios, que quando tocados nunca percam o mistério da primeira vez.

Neste beijo façamos nossa morada, e que mergulhadas nele possamos eterniza-lo.

Entre todas as coisas que passem por você, eu não fosse mais uma, ao contrário, sou àquela que você segurou firme e nunca mais soltou.

E que por mais distantes que estivéramos, no momento que busque conforto, lembre-se de nós. E mesmo sem querer a sua dor, que quando uma lágrima cortar o seu rosto, seja pelo saudade de nosso amor e que o consolo só pudesse ter alívio em meu abraço.

Que eu possa enxergar a mudança em seu olhar ao cruzar o meu, e que a transformação fosse para àquele nosso olhar tenro e cheio de vida.

A mesma vida que encheria nossos pulmões de ar, ao saber que temos um ao outro e que somente isso é suficiente para nos impulsionar a viver em superna plenitude.

Quando achar nada mais no mundo pudesse acalma-lá, encontrará a minha voz.

Sem prisão, quero te ver voar, almejar os mais altos voos e que mesmo morrendo de medo, pule livre. Mas que quando tudo no mundo não lhe bastar, que eu lhe satisfaça por completo. Sermos dois encaixes perfeitos e que só nós saibamos o quanto esperamos por este encontro.

La libreta de Nani

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